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O preço da estimulação da mente

O preço da estimulação da mente

Sai muito caro estimular minha mente? Quanto deverei gastar para me tornar mais inteligente, resolver problemas de toda natureza com mais facilidade, explorar meus talentos, ajudar minha memória e tornar-me mais aceito nos ambientes que frequento? Enfim, é alto o preço para estimulação mental?

A resposta a esta questão é, ao mesmo tempo, “sim” e “não”. Sim, o preço é alto porque seu cérebro não se estimula sozinho. Sua mente já tem tanto trabalho diário para bombear sangue ao seu coração, fazê-lo respirar, manter-se atento e uma verdadeira constelação de outras funções vitais que jamais se autoestimula; nesse sentido, somente com confiança e dedicação é que os resultados irão aparecer. Observando-se por esse aspecto é possível afirmar que o preço não é baixo e que a estimulação mental jamais abre mão de vontade, dedicação, persistência e rotina. Nesse particular se aproxima dos esforços que se faz para perder peso, ganhar músculos, ampliar a condição cárdica respiratória e muito mais. 

Mas, se a ideia de “preço” para a estimulação da mente se ligar a “dinheiro”, a resposta é que nada se necessita gastar senão convicção na ciência e que é preciso investir apenas esforço e dedicação. O cérebro humano de forma geral e seu cérebro em caráter particular apreciam muito a persistência e, nesse sentido, se opõem a acidentalidade. Portanto, jamais se transformarão se os estímulos ocorrerem uma vez ou outra e o exercício for praticado apenas de vez em quando. 

Experimente um dia, ao passar por uma sala de ginástica, movimentar por alguns segundos as barras para musculação do braço. Você acha que esses breves movimentos vão aumentar sua força física, ampliar o poder muscular da resistência ao peso? Claro que não. Apenas a persistência nos exercícios e sua progressiva ampliação e superação de desafios podem ajudar os músculos. Com a mente não é diferente.

É evidente que os exercícios são de outra natureza, mas exigem persistência e continuidade. São atividades que progressivamente vão se tornando mais complexas, tal como o esforço nas barras também evolui do mais leve para o mais pesado. Mas, pelo menos em um ponto músculos e cérebro “falam a mesma língua”. Não dispensam sua decisão de mudança, não abrem mão de exercícios frequentes, cobram persistência e coerência e não impõem qualquer tipo de despesa financeira.

Atividades para ampliar o poder mental são seguramente o mais extraordinário investimento que existe: aplica-se algum tempo, deposita-se bastante confiança e muita persistência e, tempos depois, recebem-se os “lucros” admiráveis de inteligência despertas, competências seguras e talentos acordados, ou, simplesmente, poder mais, ser mais. 

ANTUNES, Celso. O poder do foco: o cérebro e seu papel essencial para uma carreira de sucesso. Petrópolis: Vozes, 2014.

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